domingo, 5 de fevereiro de 2012

PEDREIRAS - SESIMBRA

Como a primeira tentativa foi falhada, ontem decidi ir repetir a travessia das pedreiras, pelo caminho com uma ou outra hesitação aqui e ali, lá consegui, dar com o percurso.
A paisagem na Serra do Risco junto à falésia para o Atlântico é brutal, ainda para mais com o sol já a descer a pique.
Aldeia das Pedreiras
Pedreiras é uma aldeia do concelho de Sesimbra, situada a oeste da Serra da Arrábida. A sua região é rica em rocha calcária e deve o seu nome à actividade de extracção de pedras. Pensa-se que a sua origem está ligada à reconstrução de Lisboa após o terramoto de 1755. As rochas extraídas são quase exclusivamente usadas na produção de britas. Apenas uma parte muito pequena é aplicada em calçadas. O modo de vida dos seus habitantes, outrora ligado às pedreiras e à agricultura, não se diferencia, hoje em dia, do modo de vida dos restantes habitantes do concelho.
as pedreiras e a Arrábida
Castelo de Sesimbra
Atlântico em Sesimbra
Pena que na serra existam muitas coisas como estas
Pedreiras
Aldeia das Pedreiras
Serra do Risco à direita e Arrábida à esquerda
Serra do Risco e bela descida junto ás pedreiras
Quinta do Calhariz -vista das pedreiras
Bela paisagem junto à Serra do Risco
o por do sol no Atlântico
Esta "subidita" junto ás pedreiras,
é bem parecida com o cái de costas, mas mais extensa
Quinta do Calhariz
pôr do Sol no Risco
Mesmo assim havia tempo para mais umas fotos
Terras do Risco



Perfil de altitude (altimetria)

Diferenças de Altitudes

292 Meter (Altitude desde 15 Meter para 307 Meter)
Subida acumulada 838 Meter
Descida acumulada 838 Meter


Dry Drill -Bikes à medida

DryDrill. Bicicletas feitas à medida

Não há como não invejar esta "coleção" de bicicletas. Henrique Pinho, 41 anos, tem oito destas em casa. Todas dele. Serviram para a sessão fotográfica da Dry Drill, empresa fundada por Henrique em 2011, na Rua Oliveira Monteiro, no Porto. Não se trata de uma coleção no verdadeiro sentido da palavra. Entre Madrid, Milão e Berlim, Henrique viu muita gente acompanhada nas ruas.

"Não era só uma bicicleta. É uma pessoa com o seu acessório. Fiquei surpreendido. Comecei a debruçar-me sobre o suporte com design, uma indústria pesada e com muitas pessoas envolvidas num processo extremamente criativo", conta.

Licenciado em Arquitetura, Henrique trabalhou cinco anos na Salsa, como responsável pelo desenho de todas as lojas da marca. Depois da saída da empresa, em 2005, o arquiteto decidiu voltar a estudar - fez o mestrado em Marketing e Retail Management, no ISCTE -, enquanto continuava a trabalhar como freelancer no projeto Factory (mais tarde transformado em The Style Outlets), em Vila do Conde. "Usei o meu know-how, numa espécie de visão de helicóptero. Já percebia o conceito de lojista e sabia que produtos funcionam sempre."

As calças de ganga continuam a servir de comparação, mesmo quando fala sobre o negócio das bicicletas. "Não quero vender as primeiras calças de ganga. Quero vender umas calças de ganga com tecido japonês, com um corte especial e a pessoas que já têm 20 pares de calças de ganga em casa. E para toda Europa, porque o meu objetivo é claramente internacional."

Durante um ano pensou num negócio próprio, depois de abandonar a Tiffosi - onde dirigiu o departamento de marketing da marca -, e em setembro de 2010 foi à Eurobike, a maior feira do setor das bicicletas, na Alemanha, e ficou "de boca aberta". Investiu 50 mil euros de capitais próprios na Dry Drill, uma marca de bicicletas Fixie personalizadas e feitas por encomenda.

"Sou um teimoso por natureza e decidi fazer algo especial. Procurei parceiros. Portugal deixou-se atrasar, distraiu-se. As pessoas ficam a olhar, de boca aberta, porque julgam que não conseguem fazer o mesmo que se faz no estrangeiro. Todos os dias pensava: "Vou desistir." Mas depois vem o sentimento contrário. "Desistir não faz parte do meu vocabulário."

O investimento exclusivo em capitais próprios está relacionado com dois fatores: o atual difícil acesso ao crédito e a vontade de não fazer depender a empresa da vontade de qualquer banco ou do próprio Estado, através da atribuição de um subsídio. "Para ganhar dinheiro é preciso arriscar dinheiro. Por isso, claro que é preciso tê-lo", defende.

Apesar de as fábricas de Taiwan serem responsáveis pela maior parte da produção mundial de bicicletas (produzem vários milhões por ano; aliás, uma fábrica que não produza pelo menos mil bicicletas por dia não considera a produção aliciante), as empresas exigiam o cumprimento de uma série de requisitos. "Em janeiro de 2011 comecei a receber amostras. Na Europa produz-se muito pouco e as fábricas de Taiwan exigem dois meses para produção e outros dois para transporte. Além de encomendas de pelo menos um contentor - o que, à parte de ser um investimento incomportável não dá garantia de entrega rápida ao cliente. Esse regime era impossível para mim, não podia estar a trabalhar com tal investimento. Fui mais radical: perante os obstáculos - e ainda bem que eles apareceram -, repensei o negócio."

Decidiu então dedicar o projeto à produção e venda de apenas dois elementos da bicicleta, o quadro e as rodas, porque "todos os outros elementos estão disponíveis na Internet ou em qualquer loja. O difícil é escolher", garante. E encontrou na Órbita e na Sangal os parceiros ideais.

A Dry Drill vende quadros (a estrutura) e rodas de bicicletas em 12 cores diferentes. Uma bicicleta pode demorar até 15 dias a chegar a qualquer morada europeia, desde o momento em que é feita a encomenda. "O cliente é que manda. Não tenho prateleiras com dez quadros vermelhos. Estão em bruto para não haver deterioração do aço e são pintados após a encomenda. É, digamos, um fato feito à medida." Ao mesmo tempo, Henrique diz querer desenvolver um "nicho de produção artesanal de bicicletas, tanto para as marcas como para os consumidores". "Este é um processo tão viciante que não se consegue deixar de o fazer. Pode haver outras parecidas, mas como estas não existem."

Com perspetivas de faturar 400 mil euros em 2012, o arquiteto decidiu investir sozinho na empresa. "Estava na altura de fazer algo português que me fizesse sentir que vale a pena estar cá. Isto não é a minha crise dos 40. É, antes, a minha aposta para os próximos 40 anos."

Sozinho na gestão e no desenvolvimento do produto da Dry Drill, Henrique conta com a ajuda dos parceiros de produção e com a colaboração de fotógrafos e produtores de moda, para lançar a marca. "São pessoas que dissolvem o peso do desenvolvimento da empresa. A Dry Drill é um cluster de empresas da mesma geração, empenhadas no sucesso e que acreditam que este é o modelo do futuro."

Quanto ao uso da bicicleta como veículo de transporte comum, Henrique acredita que o processo vai ser rápido. "O terreno não é uma condição para a utilização da bicicleta. Os portugueses continuam a associá-la a um veículo de gente pobre. Mas é uma postura que vai mudar. Em breve, usar a bicicleta vai ser uma coisa vulgar. Não sou o primeiro nem o único, mas criei uma marca minha para brincar com isto das cores nas bicicletas."
Veja aqui o vídeo da DryDrill.

Retrato
Henrique Pinho é o único sócio da DryDrill e investiu 50 mil euros na criação da empresa, em 2011. O valor vai duplicar este ano. O investimento total foi feito com capitais próprios. A DryDrill trabalha com duas fábricas na produção de quadros e rodas: Órbita e Sangal. Independentemente da cor, cada quadro de bicicleta custa 380€. As rodas variam entre 140€ e 160€. www.drydrill.com

"In:28/01/2012 | 00:52 | Dinheiro Vivo"

sábado, 4 de fevereiro de 2012

OUTRAS VERTENTES DAS BIKES

Aos poucos e poucos vamos assistindo ao regresso das bikes como protagonistas das nossas vidas, nem que seja por força das circunstâncias actuais. Este video é numa realidade diferente mas no fundo espelha bem como se consegue tirar máximo rendimento das nossas amigas "binas".

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

MOINHOS DE PALMELA

Como qualquer comum mortal tenho que trabalhar, logo sujeitar-me acertas e determinadas contingências que por vezes chamamos ossos do ofício, por isso esta semana ainda não tinha pegado na minha máquina infernal.
Hoje a meio da tarde era só para fazer estrada, mas chegado ao lato das necessidades, vindo de Vila Nogueira de Azeitão, decidi descer em direcção a Vale de Barrios, mas a meio para colocar mais algum acumulado, decidi subir em direcção ao cai de costas e fazer os moinhos até Palmela, já não passava por ali há algum tempo e apesar do muito frio que já se fazia sentir através do vento forte, a paisagem não deixa de ser encantadora, e para mais com o sol que ainda brilhava, no céu limpo.
É de facto espantosa a vista lá de cima para ambos os lados desta Serra do Louro, registo o facto de haver obras já em fase final de colocação de novo asfalto num troço lá em baixo no vale, que me pareceu ir da antiga oficina/loja de Vale Barrios, numa extensão de uns 800/900 metros para a frente no sentido das necessidades.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

QUINTA DO CONDE ATÉ VIGIA SERRA SÃO LUÍS

Domingo, em pleno dia de aniversário, como tal dia de excessos, ora posto isto nada como ir curtir um pouco a manhã que estava excelente.
Ok, pelas 09h00 ainda fazia um aragem fresquinha, por isso toca a dar ao pedal, serra acima, máquina na mochila, chegado à vigia já com uma dor nas costas, sim porque 600 grs durante uns quilómetros, faz mossa.
O prometido é devido e como disse a mim mesmo que lá voltaria, para voltar a sacar umas fotos daquela vista deslumbrante, nem esperei muito mais, fui lá na primeira oportunidade.
Por ser domingo havia muitos camaradas do pedal por lá, o que evitou ter que subir sozinho, menos mau.
a Nac.10 vista lá de cima
Tróia...
vista para o lado da Arrábida
a minha "menina" também merece o seu tempo de antena
Castelo de Palmela, sempre uma referência
Vale de Barris
Moinho da Páscoa
Vigia
um belo efeito

zona do porto de Setúbal
Estádio do Vitória
Setúbal
sem "ela" não gozava estes momentos, em sítios como este


mais três bikers "ansiosos" por chegar lá acima
agora vou descer, um pouco mais emocionante
bom antes disso, só mais uma foto
estrada romana

Diferenças de Altitudes

363 Meter (Altitude desde 16 Meter para 379 Meter)

Subida acumulada 678 Meter

Descida acumulada 693 Meter


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

PALMELA / VIGIA DA SERRA SÃO LUÍS

Ontem decidi ir até ao cimo da Serra de São Luís, e não obstante do intenso nevoeiro matinal, o que me adiou a partida em 1h30, lá fui, direcção a Palmela decidido à vigia da serra de São Luís, nunca tinha subido aquilo sozinho, pensei que ia doer mais, mas afinal com calma lá fui subindo e apesar do esforço admirando a paisagem, sempre magnifica.
Lá em cima vai de fotografias havia ainda alguma réstia de nevoeiro nalguns locais, o que conferia uma beleza adicional a algumas fotos.
A beleza do local é indescritível, acho que nem mesmo nas fotos, dá para sentir aquilo, só lá indo, e quem já foi dar-e há razão de certeza.
Azar dos azares, quando cheguei a casa hoje para colocar as belas fotos, estavam com vírus, tou tramado, ou não acho que vou ter que lá voltar brevemente, para repetir a dose.
A boa noticia é que vou novamente poder desfrutar daquela magnifica paisagem, afinal nem tudo é mau.


Diferenças de Altitudes

379 Meter (Altitude desde 1 Meter para 380 Meter)
Subida acumulada 838 Meter
Descida acumulada 864 Meter


sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

APOSTIÇA / SANTANA / PEDREIRAS DA ACHADA

Ontem a ideia era passar pelo Apostiça em direcção à Nac.379, para Sesimbra e depois logo via, em que direcção rodava.
Decidi ir para a estrada da pedreiras em direcção à Pedreira da Achada, Sesimbra, subi fui ao moinho na Estrada do Facho de Santana, registei o momento com as fotos aqui colocadas e rumei à descoberta (pensava eu) do caminho à volta das pedreiras.
Poucos metros de sair junto do moinho e já no alcatrão desci para o mato, descobri depois que tinha seguido pelo trilho errado que se foi fechando a pouco e pouco, teimoso como sou insisti em frente, azar, andei um bom tempo para ali a tentar ver uma caminho de saída dali e nada, só me restou uma alternativa que me fez perder uma hora - voltar para trás, o que condicionou o resto da volta, por falta de tempo.
Como não estudei a volta em si, antes de a fazer, já que a intenção não passava declaradamente por ali, vai ter que ficar para a próxima, mas uns belos arranhões, que vão servir de lição, ninguém me tira.
Apesar disso, o empeno foi bom, pena que o telemóvel tenha ficado sem bateria a meio da coisa.

esta bela recta da Apostiça, que liga a quinta do Peru à Nac.379
não há como a vida do campo...
vista geral de São Luís e do Louro

Castelo de Sesimbra
a vista dali deve ser ainda melhor que esta!!!

CASTELO DE SESIMBRA

Foi conquistado aos Mouros em 21 de Fevereiro de 1165, por D. Afonso Henriques e abandonado em Junho de 1189, devido á investida do Califado Almoada do Mirambolim Iacube então rei de Sevilha, que reconquistou Alcácer do Sal e prosseguindo até Sesimbra atacou o Castelo destruindo toda a sua estrutura defensiva até aos alicerces. Só em 1200 foi possível ocorrer a tomada definitiva de Sesimbra, no reinado de D. Sancho I, com a ajuda militar dos Cruzados Francos. O Monarca ordenou então a reconstrução desta praça forte, tendo-se destacado os amigos de D. Guilherme de Flandres, que se ofereceram para povoar e defender esta importante zona do litoral.

O novo Castelo delimitado pela antiga Alcáçova foi construído de acordo com as recentes técnicas militares do Gótico, tendo por ex-libris a torre de menagem ligada á muralha que passou a envolver a vila de então, tendo D. Sancho I atribuído o 1º Foral de Sesimbra em Agosto de 1201, confirmado em 1218 por D. Afonso II.

Em 1236 D.Sancho II, como forma de recompensa à Ordem de Santiago, pelos serviços prestados nas querelas da reconquista do território, fez doação da Vila e do Castelo à Ordem de Santiago.

No reinado de D. Dinis em 1323, este ordena novas obras de restauro, erguendo também o torreão a poente e conferindo á vila vários privilégios e demarcando-lhes largos limites concelhios. Mais tarde já no reinado de D. Fernando, a fortificação sofre de novo danos terríveis, provocados pela armada Castelhana fundeada no Tejo, fazendo o cerco a Lisboa e pilhando e destruindo os arredores. No relatório da "visitação" efectuada em 1516 por D. Jorge, Mestre da Ordem de Santiago, é notório o estado de degradação do Castelo, o que levou a nova intervenção para restauro do mesmo em 1570.

Entre 1640/48, no período da Restauração, D.João IV, incumbiu o eng.real João de Cosmander de reconstruir o castelo, tendo este acrescentado revelins em locais estratégicos. Posteriormente em 1721 efectua-se o restauro da Igreja de Santa Maria do Castelo, que fora edificada por D. Afonso Henriques.

O terrível Terramoto de 1755, arrasa Lisboa e arredores e o velho castelo quase sucumbe á sua fúria devastadora, tendo ficado com danos que o tempo se encarregou de os tornar quase irrecuperáveis. Em 1934/44 a Direcção Geral de Edifícios e Monumentos Nacionais efectua as obras de restauro e recuperação do monumento dando-lhe a feição que actualmente conhecemos.




Sesimbra lá em baixo

uma boa reverência na estrada do Facho de Santana

antiga habitação em São João de Brito, por cima das pedreiras


Diferenças de Altitudes

257 Meter (Altitude desde 1 Meter para 258 Meter)
Subida acumulada 680 Meter
Descida acumulada 628 Meter